Quando a saúde não fala Libras: narrativas (auto)biográficas de pessoas Surdas sobre a Pandemia da Covid-19
10.22421/1517-7130/es.2026v27.e1182pt
DOI:
https://doi.org/10.22421/1517-7130/es.2026v27.e1182Palavras-chave:
Covid-19, Pessoas com surdez., Língua Brasileira de Sinais.Resumo
A pandemia da Covid-19 agravou desigualdades historicamente vivenciadas pela comunidade surda, intensificando dificuldades de comunicação no acesso aos serviços de saúde e comprometendo o direito à informação e ao cuidado. Este estudo objetivou compreender os impactos da pandemia na experiência de pessoas surdas em relação ao atendimento em saúde. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, fundamentada na abordagem (auto)biográfica. Participaram sete adultos surdos falantes de Libras e/ou oralizados, entrevistados remotamente. Os dados foram analisados por meio da análise temática das narrativas. Os resultados evidenciaram dificuldades comunicacionais relacionadas ao número reduzido de profissionais da saúde capazes de se comunicar em Libras, à escassez de intérpretes de Libras nos serviços de saúde, ao uso de máscaras e às restrições à presença de acompanhantes, comprometendo a autonomia, a privacidade e a segurança durante o atendimento. Conclui-se que a garantia da acessibilidade linguística e comunicacional é essencial para a efetivação do direito à saúde da população surda.
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